Diagnóstico

Exame  

Existe um teste de DNA específico para diagnosticar essa síndrome (chamado de teste de metilação). O exame molecular permite realizar o diagnóstico em 80% dos casos. Apenas os afetados pela síndrome de Angelman que têm mutações no gene UBE3A apresentam resultados normais no teste de metilação.

No caso do diagnóstico ser confirmado, é preciso realizar um segundo teste que irá esclarecer se a doença foi causada por uma deleção de origem materna ou por um dos outros mecanismos genéticos menos freqüentes. Os exames genéticos são importantes para orientar as famílias quanto à possibilidade de recorrência da doença (outro filho afetado). Nos casos de deleção do cromossomo 15, o risco de ter outro filho afetado é muito pequeno (~1%).

 

Correlações entre o quadro clínico e a etiologia da síndrome
Em geral, os pacientes com grandes deleções cromossômicas são mais gravemente afetados do que aqueles pertencentes a outras classes de etiologia genética. Os casos de dissomia uniparental paterna do cromossomo 15 (UPD15) são caracterizados por um fenótipo menos grave, possivelmente porque apenas a expressão do gene principal da síndrome de Angelman (UBE3A) está afetada; enquanto nas deleções, esse gene e outros genes contíguos são perdidos. Estas diferenças na gravidade do fenótipo da síndrome de Angelman poderiam também ser explicadas por mutações recessivas em hemizigose.

Pacientes com mutações no gene UBE3A apresentam um quadro clínico intermediário entre aquele apresentado pelo grupo de deleções e o do grupo com dissomia uniparental. Com freqüência estes pacientes apresentam microcefalia e têm convulsões, mas a hipogmentação não ocorre.

Em comparação com os afetados portadores de deleção materna, os pacientes com defeito no mecanismo de imprinting apresentam um melhor desenvolvimento neuropsicomotor; a microcefalia, as convulsões e a hipopigmentação são sinais menos freqüentes. No entanto, a obesidade é relativamente comum nesse grupo, com freqüência aumentada entre os pacientes mais velhos.

 

Detalhe do exame genético
Na região 15q11-q13 podem ser detectados padrões diferenciais de metilação de DNA entre indivíduos normais, pacientes afetados pela síndrome de Prader-Willi e pacientes afetados pela síndrome de Angelman. A análise do padrão de metilação do exon 1 do gene SNURF-SNRPN (exons são os segmentos ou partes da seqüência codificadora de um gene), mapeado na região, é o melhor teste para o diagnóstico das síndromes de Prader-Willi e de Angelman. A análise é feita com DNA genômico do paciente e de seus pais.

Após o diagnóstico, é necessário determinar qual mecanismo genético deu origem à síndrome naquele paciente (deleção materna, mutação no gene UBE3A ou no centro de imprinting, ou dissomia uniparental paterna). Essa informação é fundamental para o aconselhamento genético da família. A análise de DNA do afetado e de seus pais, utilizando marcadores de microssatélites, permite realizar essa distinção entre os diferentes mecanismos genéticos. Em geral, são utilizados três marcadores mapeados dentro da região crítica 15q11-q13 e, no mínimo, um outro marcador fora dessa região.

Fonte: Centro de Estudos do Genoma Humano
http://www.ib.usp.br/genoma2/aconselhamento/condicoes-sindrome_angelman.php

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